30 de set de 2012

..um anjo que morreu

... porque hoje sinto as costas decairem perante os pesados fardos que carregam, sinto a alma amarrotar-se e aninhar-se a um canto perdido, um cantinho bem longe... porque hoje perdi as contas ao tempo e a tudo o que não tenho... caio pelo abismo dessa imensidão de sonhos tidos e não realizados! Apesar de me morrerem na garganta as palavras que quase me sufocam até à morte, essa que muitas vezes leva as almas dos mal amados esses que se tornam anjos e voam por aí... o que escrevo pode não ter sentido mas morreu-me um anjo, morreu-me um anjo e as palavras quase me sufocam até à morte, morreu-me um anjo... o seu olhar detinha o brilho inconfundível do luar, a sua mão sempre quente que conseguia aquecer-me a alma fria, agora congelada... morreu-me um anjo... ... morreu-me um anjo e o chão abre-se, o céu cai sobre mim... pesa-me nas costas este fardo de me sentir inútil e amedrontada perante a força da morte... Já não tenho lágrimas para chorar, já não tenho forças para sorrir, cubro o meu rosto e deixo-me dormir, falham-me as horas, sobra-me a dor, sentado a um canto sofre o amor... ...estejas onde estiveres só quero que saibas que ainda vives em mim...

4 de set de 2012

Existem febres

Existem febres que não nos atacam por dentro mas que nos esquentam por fora. Angústias terçãs que entram pelo olhar, invadem os poros e encharcam a pele com seus suores de agonias salgadas, o sal da febre cristalizando sobre o corpo, as pupilas tequetantes, a inevitável indisposição. Existem febres que só atacam o coração.

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