14 de jan. de 2011

Amor ou hábitos?

Ela é uma menina sonhadora #FATO
E pessoas sonhadoras...
Precisam de alguém pra sonhar, e não pra viver...
Ela acreditava que toda essa coisa triste... Essa sensação de aconchego e conforto...
Todas essas palavras carinhosas... Todas essas caricias... Fosse AMOR...
Tinha paixão, fogo... Sedução...
Mas nada que não passasse de habito.
As juras de amor ao pé do ouvido: Habito.
Hábitos...
Até cansar... Amor ou hábitos?
Será sim pra sempre... As lembranças que ela guardara na memória.

Balão Azul

Entrarei no trigésimo quinto outono,quantos momentos o tempo de mim roubou,metade desta vida não vivida quase não me lembro..Fui por boa parte um tanto egoísta,me achava o centro do universo,olhei muito pra baixo,com certeza muitas coisas passaram sem que eu notasse..Experimentei as mais diversas sensações,experiências essas por muitas vezes amargas,outras doces..Não queria mudar quase nada desta minha"vida"hoje trago comigo o cansaço.ilusões.dores..
Uma coisa,uma só coisa me fez senti uma saudade,um balão azul..Nos meus cinco anos de idade,fui ao parque do Ibirapuera com meu pai,como dizem foi um dia bom,alias um dos poucos que me lembro,ao vim embora na saída comprei um balão azul,que voava naquela tarde ensolarada,que aos pouco foi se tornando cinza que terminou em tempestade..Mas meu balão azul continuava girando no ar..A noite chegou e tive que dormir e levei comigo pra cama o meu balão azul o amarrei na cabeceira da cama e a luz que via da sala refletia no balão azul.sonhei ser um piloto que viajava pelo mundo com meu balão..Quando acordei quis logo brincar com meu balão.olhei pra cima e ela não estava lá,será que o esqueci em meus sonhos..Ao calçar meus chinelos,lá estava o balão azul,inerte no chão,queria que ele voasse,girasse,teríamos um dia inteiro pela frente..Mas meu balão,não queria brincar comigo,será que ele estava doente,fui o que pensei..Ele continuava ali inerte..Meu balão azul partiu,um garoto de cinco anos,imaginei que ele foi para o céu dos balões,onde havia milhões,de todas as cores..Hoje sei que apenas o gás hélio que preenchia seu volume e o tonava mais leve que o ar,o fazia voar..Mas nunca queria descobrir esta coisas de adulto,queria continuar imaginar que o fazia voar era uma alma.uma alma que todos tempos que nos faz viver dias mágicos como este que dificilmente irei esquecer...

 Ronaldo Fernandes

11 de jan. de 2011

MEU CORAÇÃO DÓI

Por um instante acreditei,por um segundo me vi em um futuro feliz,na sessão de achados e pedidos fui buscar meu coração,havia tantos outros corações perdidos,uma moça com um sorriso quase estático me perguntou como ele era..Eu disse que era um coração ferido,bastante machucado,mas cheio de sonhos..Mas todos eram iguais,como diferenciar um entre outros tantos..Algum sinal que o diferencie dos demais foi a pergunta da daquela moça..Pois todos que ali estavam,já estavam vazios e não batiam mais..Foi então que em um canto,sobre um livro de auto-ajuda meu pobre coração descansava,a poeira consumia seu franzino corpo..Com a voz baixa eu disse a ela que estava tudo bem,que finalmente poderíamos nós dois voltar pra casa,havia encontrado quem cuidaria da gente,quem nas noites frias nos aqueceria feito sopa de feijão..Coloquei-o de volta em minha caixa torácica.que por muito tempo se achava deserta,meu coração estranhou a primeira noite,sentia que algo estava diferente,um suave perfume arejava todo ambiente..Mas estava enganado,nunca deveria ter lhe trazido de volta coração,fui te procurar em meio a uma euforia na qual dei o nome de Amor,mas uma vez te fez chorar,te entreguei a quem não merecia e hoje te vejo assim,com o joelho entre os braços,sentado neste quarto,olhando pela janela e não querendo acreditar que esta dor e tão palpável,que uma lembrança qualquer machuca o peito feito espinho..Tinha seu Amor como uma religião,algo sagrado,só que agora não acredito mais nele,me tornei um Ateu,condenado as leis imutaveis da vida..A lei desta dor,que me mata aos poucos,com uma lentidão exata e prescisa..Um punhal que me é cravado pelas costas pela mesma mão que me acaricia e enxuga minhas lágrimas.


                                                                                                 Ronalldo Fernandes

9 de jan. de 2011

RABISCO

Do papel poroso eu te crio,imagino seus cabelos e traço em teus olhos meu horizonte..Seus braços que faço abstrato,teu rosto és arte pura.Retraço seu retrato,perfeita simetria.A conjunção da mais bela harmonia em luz e sombra..Rascunho teu nome,apago meu erros,copio meu sentimentos,me lanço em cada linha.Destilo minhas lágrimas e da saudade crio tintas.A arte imita a vida,do giz ao lápis,da presença a distância,do papel a tela..Desenho você pra mim e meu coração é compasso marcado,o que sinto por você não se mede,não se escreve.não se esquece..

                                      Ronaldo Fernandes

Quem sabe, talvez.


Eu te esperei... Por noites quentes e dias frios.
Me perdi e me encontrei no mesmo ponto onde mais nada havia.
Insistia em meus pensamentos que você era tudo o que eu queria.

Te busquei no presente, passado e sonhei com nosso futuro.
Hoje entendi, que nada do que me oferecias era real ou seguro.

Tantos sonhos de amor, tanto fogo de uma paixão descontrolada.
Só queria em minha solidão, olhar em meu coração e não ver nada.

Desconstruí tua imagem perfeita, te fiz mais real do que jamais fostes em mim.
E, no entanto, sem venda nos olhos... É incrível como ainda te quero aqui.

Me despi das ilusões e aquela paixão se desfez...
Mas minha pele diz aos gritos, como eu te quero outra vez.

Gil Façanha

6 de jan. de 2011

Noite passada...

Prazer desconhecida.
Bem vinda, sua entrada foi permitida.
Parabéns, você ganhou minha confiança.
Obrigada, por me fazer bem.

Vamos esquecer que existe tempo.
E que o sol estar nascendo.
Vamos conversar...
Contar aquelas recordações.

A noite já foi embora
Mas a madrugada é nossa.
Vamos dispensar os gritos
E murmurar enquanto falamos...

Tantos amores





Amores que vem, amores que vão
Amores possíveis, amores que não.


Amores presídios, amores liberais
Amores verdades, amores irreais.

Amores prazeres, amores carinho
Amores pra uma noite, amores pra um ninho.

Amores virtuais, amores normais
Amores um instante, amores um pouco mais.

Amores pudicos, amores perdição
Amores só um gemido, amores puro tesão.

Amores amizades, amores sem razão
Amores toda luz, amores escuridão.

Amores pra vida toda, amores toda hora
Amores enquanto dure, amores só agora.

Amores alegrias, amores qualquer dor
Seja lá qual for o tipo...
Que graça teria a vida sem as opções do amor?

Gil Façanha

4 de jan. de 2011

Hoje



Hoje... Estou sozinha. Não porque me deixaste, mas porque entendi que nunca esteve aqui.
Hoje... Estou triste. Não porque te calas, mas porque tuas palavras foram todas em vão.
Hoje... Meu coração está vazio. Não porque você disse adeus, mas porque partiu sem olhar pra trás.
Hoje... Sou outra pessoa. Não porque me magoaste, mas porque o teu descaso faz com que eu não te queira mais.
Hoje... Estou de alma ferida, sentindo pena da minha própria vida, vendo os teus passos irem em outra direção.
Hoje... Lembro que dediquei todo meu carinho pra esquentar nosso ninho, e agora já não há mais retribuição.
Hoje... E apenas hoje, permito-me um instante de tristeza e dor. 
Mas quando o dia acabar e a lua se levantar, começo uma nova estrada... Pois ainda hoje, direi que a tristeza acabou.

Gil Façanha


3 de jan. de 2011

Condenada sem apelação

Minha alma foi presa,
Encarcerada na fria cela da solidão,
Seus dias são angustiantes,
O tempo é riscado na parede,
Cada noite é um século vivido.

A espera do julgamento
Vagam pelo corredor outras almas
A caminho da condenação.

Acusada sem defesa e perante ao juiz do destino,
De todos seus crimes o mais grave foi o de te amar
E sem apelação, foi dado o veredicto.

Condenada, sua pena foi aplicada,
Vagará ao esmo,
Carregará em seu peito a marca da paixão
E por onde passar será reconhecida.

Rogue pela morte é o que todos dizem,
Já não há esperança, mas ela tem
A certeza de que um dia o Amor por ela recorrerá
E perante a tribunal da vida reconhecerá,
Que também foi seu cúmplice                                         

                                                                           Ronaldo Fernandes

31 de dez. de 2010

Quando Você Foi..

  • Você foi embora quando a água do chá fervia,e aquele cheirinho de camomila perfumava toda casa...
  • Você foi embora quando esperava no ponto de ônibus a chuva passar e suas botas novas ficaram molhadas..
  • Você foi embora quando as crianças brincavam na rua e faziam castelos de lama.
  • Você foi embora quando abria aquele bombom e eu dizia o quanto me irritava aquele barulhinho...
  • Você foi embora quando dizia que "Marley e Eu"era um filme de comédia e não de romance...
  • Você foi embora quando ligava as três da manhã para que me contasse uma estória e eu pudesse dormir.
  • Você foi embora quando nos abraçavamos e o mundo todo parecia parar.
  • Você foi embora quando entrelaçamos as mãos e você dava aquele sorriso com o canto da boca..
  • Você foi embora quando aquele jeito de menina,me fazia o mais amado dos homens..
  • Você foi embora quando aquele beijo no portão de casa me arrepiava..
  • Você foi embora quando  um dia não ouvir mais sua voz..
  • Você foi embora quando a saudade começou a doer...
  • Você foi embora quando a noite chega e me sinto só...
  • Você foi embora quando comecei a escrever tudo isso..
  • Enfim você foi embora quando tudo que me fazia lembrar você deixou de existir... 
  •                                     
  •                                                                          Ronaldo Fernandes

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