26 de abr de 2011

Miserável Amor

Soa estranhamente,o tic-tac do meu velho relógio,gosto do cinza que o céu se vestiu hoje de tarde..Coisas do coração tem me incomodado muito,minhas vãs promessas de nunca mais me apaixonar ,tem me tornado pecador,minhas orações dirigidas ao céus banhadas por minhas lágrimas no travesseiro,estão indo desencontro ao que eu já conhecia e temia,,Mas só desta vez,uma força que desconheço,tem perturbado meus sentidos,tenho me feito de surdo e não ouço a voz do meu coração..

Sonhos e pesadelos trocam alianças,dia e noite revezam em sua melancolia..Tudo isso por causa deste Amor que teima em me ferir,que a todo custo teima em manter vivo..Quem disse que preciso viver,quero continuar sendo um zumbi,poder vagar por ai,sem me preocupar em ter estas emoções contraditórias..Quero caçar pipas,voltar a minha infância,retornar ao ventre da minha mãe e nunca ter conhecido o Amor..Ter o aconchego e o calor,mas fui colocado ao mundo da forma mais violenta, chorando sem saber por quer,pois agora choro e tenho todos os motivos pra isso..Esta ventando,sou uma pipa com uma cruz no meio,meu sangue é derramado,fui condenado..Não adianta,entrego meu peito a ti ó Amor,seja dono de mim, violente meu corpo,mas não esqueça de dizer adeus quando for e deixe a luz da sala acesa ainda tenho medo do escuro quando é domingo e estou sozinho,esperando o telefone tocar,e na angustia que do outro lado da linha, mesmo que engano seja você,que por um milionésimo de segundo,estive em seus pensamentos,fui parte da nicotina do seu cigarro,fui a alucinação de sua loucura e sou ainda seu único e verdadeiro sentimento..

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