17 de out de 2010

Porta aberta


Deixei a porta aberta pra você entrar. Fingi que foi esquecimento, mas é só minha esperança de ver você voltar.
É bem verdade que muito mudou na tua ausência. É bem verdade que alguns dias foram noites, porque em certas noites eu ainda sentia tua presença.
Te procurava pelos cantos, lembrava do quanto me revelei pra esse amor. Acho incrível e absurdo, como algumas grandes emoções podem se transformar em dor.
Fui intensa a cada hora, o mais verdadeira que eu pude ser. Me entreguei de corpo e alma, provei do sabor que tinha você.
No último encontro, a despedida, eu pude ver no teu olhar! Tua emoção estava perdida, e eu não pude evitar.
Foi adeus sem lágrimas nos olhos. Não sentia vontade de chorar.
Quando percebi a ausência daquele brilho, não conseguia nem falar.
Me lembrei da nossa história, de tudo que vivemos até então. Me perguntei se todos aqueles momentos, foram sentidos em vão.
Me chamavas de meu anjo e contigo eu parecia voar. Eu mergulhava em teu corpo e de prazer me fazias flutuar.
Estou me recuperando, tentando fazer o melhor que posso. Mas não é fácil te arrancar  do peito... Me dói, mas eu forço.
Nos teus braços me senti menina, fêmea, mulher... Hoje sinto-me apenas um anjo... Que ainda não consegue ficar de pé.


Gil Façanha

1 comentários:

A menina dona do diário disse...

Se você soubesse o quanto isso se encaixa no que to sentindo agora..

"Nos teus braços me senti menina, fêmea, mulher... Hoje sinto-me apenas um anjo... Que ainda não consegue ficar de pé."

Perfeito ^^.

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