Uma casa é feita de tijolo e pedra. Um lar é feito apenas de amor.
Por onde anda o amor? Ninguém na verdade sabe como começa esse sentimento, nem de onde ele vem. Na verdade quando ele entra sabe-se que ele se abriga numa das gavetas do coração e quando ele começa a se mostrar derruba e até derrete o mais frio dos sentimentos.
Roberto conversa com Maria, sua amiga há muito tempo.
- Você já se apaixonou alguma vez, Maria?
Maria pensa e responde:
- Não sei, mas meu coração já disparou algumas vezes.
- Como assim?
- Já senti algo, mas não posso dizer se é amor.
- Mas se não for amor, o que pode ser?
- Pode ser muitas coisas: amizade, paixão, emoção, várias coisas.
- E você sabe o que é amar de verdade?
Maria não é muito experiente, mas conhece a vida e as diferenças de emoções.
- Amar é muito fácil, basta deixar o coração aberto para que ele entre.
- E como se abre o coração?
- Tem que limpar as amarguras, varrer as mágoas e tentar ser um bom anfitrião.
Roberto perguntou, perguntou, mas as respostas não lhe ensinaram o caminho pra o amor. Ele queria conhecer esse sentimento, mas não sabia onde procurá-lo.
Certo dia ele passeando pelas ruas por onde morava, começou a notar as pessoas, a ver como se comportavam os casais, a buscar nos olhares esse sentimento. Em suas andanças passou por uma rua onde só havia prostitutas, foi então que ele pensou; uma dessas mulheres será que poderia ser o meu amor e o sentimento que ela tinha seria muito grande, por isso, ela não me esperou? E por ter tanto amor e não ter me encontrado, resolveu distribuir para tantos? Ele começou a justificar a ausência do amor. Mais adiante viu uma freira e começou a divagar: acho que se o amor que eu esperava fosse de uma freira, é porque ela decidiu que o amor a Deus é maior e resolveu me trocar por ele. Antes mesmo de me conhecer, ela já se ofertou. Realmente Roberto estava procurando o amor, mas ele se esquece que ninguém o procura, ele é quem nos encontra.
Novamente Roberto encontra Maria e puxa o mesmo assunto:
- E o amor, onde ele vive?
Maria não sabe responder e balança apenas a cabeça, num gesto negativo.
- Você não sabe Maria?
- Não, eu não sei!
- Eu passei por algumas pessoas e tentei olhar diferente para cada uma delas, mas não vi fagulhas de amor em nenhuma delas.
Maria então aponta para um casal de homossexuais e diz:
- Olha aquele casal, é diferente, mas o amor faz com que ele seja igual a todos.
- Diferente só por que é do mesmo sexo?
- Sim, porque para muitos o normal é seguir a ditadura da sociedade.
- Mas acho que o meu grande amor não pode ser assim.
- Até poderia, mas cada um de vocês tomou caminhos opostos.
- Eles já se amam e a mim resta ainda a procura.
- Procure em todos os lugares, mas saiba que ele é quem vai lhe encontrar.
Roberto resolve então ir embora, mas no caminho passa por bares e vê um casal se beijando, nesse momento ele pensa: Se essa mulher era o amor da minha vida ela estava muito apressada e se entregou ao primeiro que encontrou. Se for ela, realmente eu vou ficar só! Observando tudo e todos, ele voltou para a sua busca. Foi quando no meio do caminho passou um velório, muita gente triste, muita lágrima, muita dor. Resolveu então perguntar a alguém:
- Quem morreu?
- Foi Cláudia, respondeu uma jovem chorosa.
Ele então resolveu entrar para olhar. Aproximou-se do caixão e viu um rosto de uma mulher linda e jovem. Descobriu que a jovem era depressiva e tomava remédios, nesse dia ela não tomou e por descuido da vida e atenção da morte, ela se suicidou. Ele saiu arrasado, triste e pensativo. Se ela era o meu amor, o que eu vou fazer? Está morta, morreu porque não agüentou a solidão e a longa espera de me encontrar. Ser for ela, meu coração está órfão!
A busca pelo amor começa a cansá-lo, mas ele não quer desistir. Procura em todos alguma dica, alguma coisa. Olha sorrisos e imagina que um desses pode ser o seu amor. Descobre que as pessoas andam muito apressadas e por essa sofreguidão esquecem de notar o brilho dos olhos e a denúncia do amor. Resolve sentar para descansar em uma praça e sem muito esperar senta uma jovem ao seu lado e sorri. Ele retribui o sorriso e fica olhando fixamente para ela.
- Como é seu nome?
- Joana, e o seu? Pergunta a jovem.
- O que você faz aqui?
- Nada só estou descansando.
Roberto pensa que ela também está descansando da procura do amor, mas também nota que seu coração não descompassou quando a viu. Ele resolve voltar para casa e no caminho pensa em tudo e nesses pensamentos passeia Maria. Ele percebe que ela está sempre em tudo que ele faz, vive em seus projetos, dorme em seus sonhos e acorda em sua vida. Percebe que ela tem a palavra certa e o sorriso mais feliz. Que ela também de quando em vez faz o seu coração bater mais forte. Nota também que quando ela fica muito tempo sem aparecer ele sente saudade e tem sempre vontade de ficar perto dela. Roberto nessa hora percebe que o amor pode estar bem mais perto do que se pensa, é só ter olhos para ver os sinais que ele oferece. Às vezes não precisa procurar, ele é quem encontra.
O cartão que lhe daria não comprei,veja nele o que não escrevi,cada palavra não escrita são de sentimentos inexistentes,coloquei no vaso de sua mesa flores que nunca plantei,sinta o perfume das rosas que jamais roubei..Hoje em nenhum momento pensei em você,o radio desligado tocou nossa musica,sua voz que meus ouvidos nunca ouviram é puro silêncio.
.Como não te amo,como não te quero..Daqui alguns dias completaria um ano que estamos separados,nunca estivemos tão longe um do outro..Me lembro do primeiro dia dos namorados que nunca tivemos,do seu sorriso que nem sei como é,hoje fez frio meu corpo gosta tanto deste outono gélido,faz-me lembrar das tardes que cada um passeava só,em que cada um pensava em nada..Bons tempos em que nada fez sentido,como estas palavras que escrevo..Existe uma distorção de tudo,do que é real e imaginário..Me coloco na linha do tempo,onde o próprio tempo esqueceu onde está..O que vejo no espelho ,o que aquela moldura de vidro revestido de prata me revela,sou uma transformação de um mundo,um personagem que não se encaixa no mundo..
É dia dos namorados estarei mais uma vez sem alguém,sem você,sem mim..Para que serve este dia,para ser lembrado que você foi esquecido,de que todos estão tão felizes,que esta felicidade gera uma infelicidade por não está só..De pensar que és a pessoa mais importante do mundo naquele instante e que sua vida gira e que o mundo parou para te ver sorrir,que Saturno mudou sua órbita,que as estrelas que morreram a séculos rescussitaram para que sua luz possa ser motivo de desejos..

Já estava tão longe de casa,alcançava de tão perto o horizonte,sentei-me debaixo de uma goiabeira,o cansaço marcava meu rosto,decidido;nunca mais retornaria..Enterrei minhas palavras,joguei fora minha condição de palhaço das letras.Sentia-me mais leve e ao mesmo tempo tão vazio..Agora sem palavras,estava também sem sentimentos,fiz um pacto de não agressão ao meu coração de agora em diante o deixaria em paz..Prometi não olhar pra trás,não queria lembranças torpes,amores falsos,corações despedaçados..Quero agora ser 'normal"ser frio,cruel,saber o que é mentir,trair,enganar..
Mas sentir algo tocar meu ombro,meu corpo gelou,o frio correu a medula da minha alma,minha visão turva de lágrimas ou seria o calor extremo da solidão,me fez escutar uma voz,a mesma que me acompanhou por toda vida..Não conseguir mais resistir,meu olhar volta pra tudo que vivi e no caminho que até ali percorri,estava coberto de rosas,gotas de orvalhos,sorrisos claros,faces felizes..Como poderia deixar tudo isso ir,cada saudade boa do meu coração,tinha que voltar,colher tudo de mim que caiu sem que eu notasse..
Meu dom de escrever é meu viver,é meu Amor Eros,minha poesia é meu Amor Ágape,cada poema é meu Amor Filo..
Se for pra sofrer sofrerei em dobro,chorarei cada madrugada,machucarei meu coração quanto vezes forem presciso..
Amarei sem ser amado,me apaixonarei cada dia..Se pra alguns isso é sofrer.para mim é viver..

Há tanto tempo venho procurando
Venho te chamando
Você existe, eu sei
Em algum lugar do mundo você vive
Vive como eu
Onde eu ainda não fui
Como é o seu rosto?
Qual é o gosto que eu nunca senti?
Qual é o seu telefone?
Qual é o nome que eu nunca chamei?
Se eu esbarrei na rua com você
E não te vi meu amor
Como poderia saber?
Tanta gente que eu conheci
Não me encontrei só me perdi
Amo o que eu não sei de você
Como é o seu rosto?
Qual é o gosto que eu nunca senti?
Qual é o seu telefone?
Qual é o nome que eu nunca chamei?
Sei que você pode estar me ouvindo
Ou pode até estar dormindo
Do acaso eu não sei
Talvez veja o futuro em seus olhos
Pelo seu jeito de me olhar,
Como reconhecerei voce?

Ela passou por minha vida tão rápido que nem tive tempo de toca-la,esperei uma vida inteira.Por quantas primaveras sentia o perfume sem saber onde ela estava,cada outono cinza que pintava minha janela..Meu pobre coração pensou que finalmente seu dia havia chegado,que finalmente teria sua espera finalizada..Mas foi tudo em vão,tudo foi uma ilusão a qual eu mesmo construir e com ela me ferir..
Se agora choro não sei,se agora estou triste talvez..Quero fechar meu coração,ou enterra-lo em algum jardim,plantei tantas sementes dentro dele,que suas raízes se alastram por minha alma,seus espinhos ferem meu espírito,seus frutos aprodecem pelo chão..Não quero enterrar meu amor,quero apenas que ela nasça em outro lugar..Não quero mais esperar,cansei de ficar na janela,não me verá mais sentado na escada..Agora estou em meu quarto,todo pintado de amarelo,estou em um campo de girassóis..Vou me deitar em ver o céu..Queria hoje está com você,mas não sei onde você está..Sinto sua falta,mas isso é parte de mim,sentir sauades de mim mesmo..

Hoje ouvi a voz de ti "Poesia"a voz que percorreu anos,ecoando pela floresta da minha alma..Sentia há tempos o balançar das folhas,o sussurrar de seu silêncio ,aguardei o outono inteiro..Sua voz "Poesia"agora é a tela que expresso meus sonhos é o mármore que talho minha perfeita escultura..Corro atrás das horas,quero te ver,dá ao meus olhos o amanhecer de seu rosto..
Te encontrei "Poesia"e em algum lugar deste mundo as estrelas te beijam.o vento toca sua pele..
Estarei aqui sentado na escada de casa esperando que um dia,diga meu nome...

Eu não quero conversar,
Sobre as coisas que nós passamos
Embora isso me machuque,
Agora é passado
Eu joguei todas as minhas cartas,
E foi o que você fez também
Não há mais nada a dizer,
Nenhum ás a mais a jogar
O vencedor leva tudo,
O perdedor fica menor
Ao lado da vitória,
Está o seu destino
Eu estava em seus braços,
Achando que ali era o meu lugar
Eu achava que fazia sentido,
Construindo-me uma cerca
Construindo-me um lar, Achando que seria forte lá
Mas fui uma tola,
Jogando conforme às regras
Os deuses podem jogar um dado,
Suas mentes são tão frias quanto gelo
E alguém bem aqui embaixo,
Perde alguém querido
O vencedor leva tudo,
O perdedor tem que cair
É simples e está claro,
Por que eu deveria lamentar?
Mas diga-me se ela beija,
Como eu costumava te beijar?
Mas diga-me se é a mesma coisa,
Quando ela o chama?
Em algum lugar bem profundo,
Você deve saber que eu sinto a sua falta
Mas o que eu posso dizer?
As regras tem de serem obedecidas
Os juízes decidirão,
As coisas boas da minha vida,
Os espectadores do espetáculo,
Sempre ficam quietos
O jogo começa de novo,
Um amigo ou amante?
Uma pequena ou uma grande coisa?
O vencedor leva tudo
Eu não quero conversar,
Se isso te deixa triste
E eu entendo,
Você veio me dar um aperto de mão
Peço desculpas,
Se isso faz você se sentir mal
Ao me ver tão tensa
Sem auto-confiança
Mas você compreende
O vencedor leva tudo...
O vencedor leva tudo...
Alguém querido...
Leva tudo...
E o perdedor...
Tem que cair...
Lance um dado...
Frio como gelo...
Bem aqui embaixo...
Alguém querido...
Leva tudo...